5 passos para potenciar o uso da tecnologia na educação

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5 passos para potenciar o uso da tecnologia na educação

A tecnologia comprovou ser, nos últimos anos, a melhor aliada à educação, deixando assim “para trás” um sistema educativo social conservador e estático e passando para um sistema educativo dinâmico, onde as mudanças no ambiente e na tecnologia obrigam a que os professores e educadores adquiram constantemente conhecimentos gerais e específicos para estarem preparados para esta nova realidade.

A sociedade atravessou por uma importante evolução da Era Industrial e Mecânica para a Era Digital e, posteriormente, da Informação. Nesta última, que se caracteriza por ser extraordinariamente dinâmica, o conhecimento é o tema mais valorizado.

Ora a prática progressiva da aplicabilidade da tecnologia na educação conduziu mudanças que envolvem a necessidade imprescindível de uma aprendizagem contínua, a identificação de formas diversificadas de aprendizagem, a especialização aliada ao pragmatismo, a valorização do indivíduo em todas as suas vertentes e a perceção de que o poder está nas mãos daqueles que possuem maior conhecimento. Esta série de acontecimentos estimulou uma mutação social e uma profunda renovação da condição humana, onde o futuro do Homem e a sua caracterização são de árdua aceção, partindo desde logo da educação estabelecida nos primeiros anos de vida.

Em pleno século XXI, as ferramentas de ensino apresentam-se como facilitadoras do sistema de ensino, para os educandos que parecem “nascer” com todas as skills necessárias para o sucesso que advém do uso das novas tecnologias e para formadores que têm a responsabilidade de ser “estrategas” e que voltam a atravessar pelo processo de auto-aprendizagem sustentado pelos meios tecnológicos com um só fim: conduzir os conteúdos e a informação da melhor forma para que crianças e jovens de todo o mundo consigam absorver e aprender de uma forma mais dinâmica e interativa. A tecnologia na educação torna-se fundamental…

A sala de aula do modelo tradicional já não corresponde, na sua plenitude, às expectativas e aos anseios do novo perfil de alunos desta Era Digital. Cria-se então a necessidade de atualização e adaptação à tecnologia e ao ensino híbrido, ou seja, conjugar o melhor das técnicas tradicionais ao melhor da tecnologia. São várias as ferramentas existentes e que potenciam o processo de aprendizagem das crianças.

Por exemplo, a empresa portuguesa Famasete, que se caracteriza como um fabricante nacional de soluções interativas para a Educação com mais de 20 anos de existência e experiência, dispõe de vários produtos tecnológicos inovadores que auxiliam no percurso educativo e que o transformam numa atividade interativa e diligente. Caso disso mesmo, é o Projeto “Sala de Aula do Futuro” implementado pela Câmara Municipal de Guimarães. O Município equipou e distribuiu material informático pelos agrupamentos escolares da cidade, que constroem assim as “Salas de Aula do Futuro”. Estes espaços estão agora equipados com tecnologia Wingsys, que incluem acesso a mesas digitais e softwares interativos e educativos, tablets e soluções de carregamento de energia e transporte dos mesmos, que promovem o método de aprendizagem das crianças nas salas de aula vimaranenses. Esta é uma ação que está a ser já replicada por muitos outros municípios do país.

Para garantir o sucesso da conjugação destas duas realidades (tradição e inovação), existem alguns passos significativos que poderá adotar, enquanto formando, educador ou professor, e que levam a que a tecnologia na educação seja realmente um instrumento inovador no sentido de amplificar a ligação de educandos com educadores:

 

1. Faça uma lista ordenada de objetivos que pretende atingir, por ordem de importância.

A primeira ação passa por identificar as lacunas que pretendem preencher com a tecnologia, ou seja, esta etapa deve ser feita por parte das instituições de ensino. O objetivo passa por facilitar os métodos de ensino dos professores e atrair os alunos com estas novas ferramentas. O ideal será optar por um produto que facilite o sistema de correção de trabalhos e que ajude a criar relatórios sobre o desempenho dos alunos. Isto para uso dos professores. Se pretender incentivar as crianças a aprender de uma forma mais educativa e partilhada, então poderá escolher várias soluções multitoque que permitem a utilização simultânea de vários alunos como, por exemplo, mesas interativas com software próprio educacional para partilha de vídeos/imagens ou com aplicativos e jogos instrutivos e quadros ou ecrãs interativos que permitem transmitir conteúdos e interagir com os mesmos. Ter acesso a informações e descarregar conteúdos de forma rápida e automática também se revela como um fator importante, que poderá ser colmatado pela presença de tablets e armários carregadores e um acesso à Internet eficiente.

 

2. Todos devem fazer parte da escolha!

Se já reparou que no seu estabelecimento de ensino nem todos tiram partido total da tecnologia implementada, geralmente isto acontece porque as soluções implementadas foram escolhidas por administrativos ou outros que não utilizam estes produtos nas salas de aula. Assim, o processo de pesquisa, seleção e decisão e na compra de equipamentos deve ser feito com o conhecimento dos professores e educadores que irão fazer uso, efetivamente, destas tecnologias no seu dia-a-dia. A sua visão sobre o que se passa na sala de aula é decisiva e o seu envolvimento no procedimento torna muito mais fácil a adesão à tecnologia escolhida. Se verificar que alguns professores ainda demonstram uma certa resistência às alterações que são implementadas, as escolas podem criar grupos de discussão e opinião para que se sintam envolvidos nesse processo. Normalmente, estas ações acabam por ter bastante sucesso junto dos educadores.

 

3. O papel dos pais também é importante.

A questão da privacidade ou o número de horas por dia despendido para o uso das tecnologias por parte das crianças são fatores que, normalmente, preocupam os pais e que os poderão deixar um pouco apreensivos relativamente aos métodos de ensino aplicados pelas escolas. Assim, a promoção do debate entre instituição de ensino e responsável torna-se fulcral no modo de esclarecimento, onde seja possível elucidar os pais sobre as realidades da Era Digital e Informativa e sobre as novas tecnologias a implementar. Estes são elementos importantes e que deverão também fazer parte do processo de compra.

 

4. Educação para todos, “anytime, anywhere”.

Hoje em dia a informação está em todo o lado, nos nossos smartphones, portáteis, no computador da vizinha, nas bibliotecas, na televisão de casa e na estação de rádio que ouve no seu carro enquanto conduz. Disponível a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo para todos os que têm acesso. Da mesma forma deverá estar a Educação. Deverá ser disponível para todos, desde os centros urbanos até à periferia. Criar e implementar plataformas remotas de acesso a conteúdos educativos, através da tecnologia, é criar a oportunidade de dar às escolas menos favorecidas a oportunidade de adquirir novos recursos de qualidade. Esta abordagem, alimentada pela tecnologia online, pode mudar totalmente a experiência de aprendizagem, e para melhor.

 

5. Faça uma avaliação contínua.

A apreciação contínua vai excluir o desperdício. Algumas instituições de ensino não conseguem fazer uma avaliação do retorno dos investimentos obtido, por falta de tempo ou outras razões desconhecidas, que poderão levar à ideia errada de que a tecnologia é um desperdício de dinheiro. É importante reconhecer em que momentos os equipamentos são utilizados ou não e estabelecer objetivos de desempenho para esses mesmos produtos que possam ser alcançados e cumpridos.

 

Se efetuar estes passos, verá que também a sua escola poderá assegurar que o valor investido nas novas ferramentas de tecnologia na educação será um sucesso para todos os envolvidos.